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O cachorrinho manco

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Numa loja que vendia pequenos animais, um garoto perguntava o preço de alguns filhotes; para cada pergunta o vendedor respondia: R$ 100,00 este, R$ 200,00 aquele, R$ 150,00 este outro…
O garoto, pesquisando seus bolsos conseguiu ajuntar todo dinheiro que possuia e disse ao vendedor:

— Não vai dar, só tenho R$ 12,00…. mas, posso ficar olhando os cachorrinhos?

Pode, respondeu o homem e gritou lá pro fundo da loja:

— Luna, venha cá…

Para alegria do garoto, apareceu uma cadela com sete lindos filhotes acompanhando-a na maior agitação, pulando, latindo e brincando uns com os outros, menos um que vinha mais atrás e que visivelmente mancava de uma das patinhas.

Imediatamente o garoto apontou para o filhotinho e perguntou:

— O que há com ele? Por que ele está mancando?

O vendedor explicou que o veterinário o havia examinado e descoberto que ele tinha uma deficiência e que andaria sempre devagar e mancaria de uma das patas. O menino se animou e disse:

— Esse é o cachorrinho que eu quero comprar!

O vendedor após consultar o proprietário da loja, respondeu:

— Não podemos lhe vender esse cachorrinho, mas poderemos dá-lo de presente a você.

Revoltado o menino respondeu:

— Eu não o quero de graça, ele vale tanto quanto os outros filhotes e eu quero pagar todo o valor dele. Darei R$ 12,00 agora e R$ 5,00 todos os meses até pagar tudo.

— Não acredito que você queira comprar esse cachorrinho, ele nunca poderá correr, pular e brincar com você e com outras crianças…

Então o garotinho se abaixou um pouco, puxou a perna esquerda da calça e deixou à mostra um aparelho que o ajudava andar e disse ao vendedor:

— Eu também não posso correr muito… o cachorrinho precisará de alguém que entenda isso. Vou levá-lo para casa agora mesmo, nós precisamos um do outro.

Amigos,

Uma bela história e que nos conduz a algumas reflexões. Poderíamos iniciar dizendo que para cada pé há um chinelinho, que aquilo que muitas pessoas descartam pode ser maravilhoso para outras; poderíamos dizer que o amor (até pelos animais) extrapola as dimensões físicas, que a alegria de viver não está apenas na correria, mas sim em sabermos apreciar a paisagem.

Mas eu gostaria de propor uma outra reflexão, em especial para os ambientes corporativos: em muitos casos, as deficiências e os obstáculos que encontramos são imaginários e servem de desculpas para andarmos mais devagar e até mancarmos ou arrastarmos um pouco a perna. Para muitas pessoas é confortável ter uma desculpa para produzir menos, ou até mesmo para nada produzir. Usamos muitos tipos de muletas para encobrir nossas verdadeiras deficiências.

As pessoas com algum tipo real de deficiência, acabam desenvolvendo outras aptidões para compensá-la. O grande obstáculo da vida, é a deficiência que colocamos em nossas cabeças e que povoam nossos pensamentos, nos impedindo de agir e de sermos felizes.

Pensemos nisto…

Com abraços,
Luiz Arantes.


30 de novembro de 2009 |



Arrastando mala…

Geral 26 comentários »

Creio que em todas as famílias, existam aqueles casos engraçados envolvendo crianças e quando os adultos se reunem, relembrar tais travessuras passa a ser obrigatório e motivo de muitas gargalhadas.
Comigo não foi diferente. Em minha família, existem muitos casos pitorescos e a maioria me envolvendo, portanto já fui motivo de muitas gargalhadas em reuniões de família. Um dos casos de que mais me lembro das pessoas contarem e que eu tenho uma vaga lembrança, aconteceu quando eu tinha em torno de 04 anos, e ainda morava em uma fazenda em Goiás.

Éramos várias famílias e morávamos todos na sede, juntamente com meus avós paternos. Meu avô também era meu padrinho e declaradamente, meu protetor.

Não se sabe exatamente o motivo, mas o fato é que num dia qualquer, durante o almoço, eu e minha mãe entramos num sério atrito, algo a ver com comida; diante da confusão armada por mim, e as ameaças de minha progenitora, senti que o melhor a fazer seria sair correndo e me esconder no quarto onde meu avô já estava deitado para sua costumeira soneca.

Ao entrar no quarto, fechei a porta e comecei a contar minha versão da história ao meu protetor e as ameças que minha mãe estava fazendo. Após expor minuciosamente toda a confusão e sentir apoio de meu avô, fiquei mais tranquilo e confiante, estava mesmo num porto seguro.

Então, minha mãe que a tudo assistia pela janela, soltou mais uma de suas ameças:

— Menino, não pense que está seguro aí com seu avô… e pare de “arrastar mala” porque senão eu te pego…

Em minha região, principalmente na zona rural, a expressão “arrastar malas” era o mesmo que contar vantagens, coisa típica dos faroleiros. E era exatamente o que eu estava fazendo, contando vantagens. Como eu ainda não conhecia tal expressão, ao ver debaixo da cama de meu protetor uma grande mala, não pensei duas vezes, comecei a arrastá-la por todos os cantos da casa, chegando a incomodar as pessoas.

Depois de um bom tempo arrastando a velha mala por toda parte, alguém me perguntou o motivo de tal comportamento. Então respondi solenemente:

— Minha mãe disse que iria me bater se eu arrastasse mala, quero só ver ela tem coragem…

Creio que no restante do dia ninguém mais tenha trabalhado, só preocupados em contar para outras pessoas esta minha besteira. O mais engraçado de tudo isto é que todos os envolvidos se lembram do fato nos seus mínimos detalhes, menos eu. E o pior meus caros amigos, é que nem é tão engraçado assim… concordam? Mas faz parte de minha vida e da história de minha família.

Amigos,

Até hoje eu me policio para não continuar arrastando malas e desafiando as pessoas à minha volta. É muito fácil em nossas vidas, termos tais atitudes: contar vantagens, conversar muito, querer tirar vantagens de fatos sem importância. Há também o risco de fazermos alguma coisa sem sabermos o seu significado, ou pensarmos que sabemos o que estamos fazendo, baseando-nos apenas em nossa inexperiência ou desconhecimento.

Na vida corporativa, não é diferente; é necessário muito controle para não entrarmos nesta sintonia de contar vantagens, de querer humilhar e desafiar os companheiros à nossa volta.

Às vezes, nos escondemos por detrás de possíveis protetores e nos colocamos na posição de provocadores, agressores, contribuindo para piorar o clima organizacional de nossas empresas. Todo cuidado visando um bom relacionamento interpessoal, é bem vindo se quisermos ter à nossa volta, equipes de alta performance.

Que bom que esta expressão está em desuso e hoje, as malas tem rodinhas!

Grande abraço a todos e por favor, sejam muito felizes!
Luiz Arantes.


4 de novembro de 2009 |



A dona morte

Geral 88 comentários »

MorteHavia um reino em que as pessoas viviam em harmonia e sem grandes preocupações. Tinham um bom rei o qual estava sempre atento às necessidades de seu povo e a tudo que ocorresse em seus domínios; há muito tempo tudo caminhava bem, sem maiores aborrecimentos.

Certo dia, a dona morte chegou a esse reino maravilhoso e através de uma peste começou a ceifar quantas vidas encontrasse pela frente. O monarca tão logo soube do que estava acontecendo, saiu à procura da indesejada visitante, com o objetivo de convencê-la a fazer sua colheita em outros reinos, de preferência bem longe dali.

Ao encontrá-la, argumentou que seu povo era muito bom, pessoas trabalhadoras e pacíficas, que viviam em paz e portanto não merecia ser dizimado daquela forma. Atenta aos argumentos do rei, dona morte percebeu o quanto ele possuia um bom coração e que se preocupava como de praxe, com o bem de seus súditos. Mas, apesar de tudo respondeu ao rei:
— Majestade, é meu trabalho, cumpro ordens; além do mais, morrer faz parte da vida!

Conversaram bastante como se fossem velhos amigos e por fim, em função dos argumentos do rei em favor de seu povo, combinaram que a morte ceifaria a vida de apenas duas mil pessoas. Desta forma, ambos ficariam satisfeitos.

O monarca voltou ao seu castelo feliz por acreditar ter feito uma ótima negociação, pois seu reino tinha mais de cem mil habitantes. Mas, com o decorrer dos dias o rei se assustou com a quantidade de mortos; segundo levantamento de seus auxiliares já haviam morrido mais de vinte mil pessoas.

Indignado com a quebra do acordo firmado, procurou a dona morte e foi logo dizendo de sua decepção ante o ocorrido. Estava muito aborrecido e o demonstrou claramente, ao que a morte respondeu:
— Meu amigo, eu cumpri a minha parte do acordo; eu só matei os dois mil combinados, os outros morreram de medo!

Amigos,

Escrevi esta pequena história, pensando no momento em que estamos vivendo, muitos de nós quase morrendo de medo da gripe “A” (H1N1). Como já não bastassem tantos outros medos com os quais convivemos: medo de altura, medo de baratas, medo de morrer, medo de viver, medo de assalto, medo de avião, medo de cachorro, medo de não vender…e tantos outros.

Não quero fazer nenhuma apologia ao descaso, à acomodação, mas sim alertar para que fiquemos mais atentos e não nos deixemos levar pela onda e pelo sensacionalismo dos meios de comunicação. Além de fazer nossa parte em questões como higiene, prevenção e alimentação adequada, temos que acreditar também na proteção de Deus: ninguém parte antes da hora.

Trazendo para os ambientes de nossas empresas, quantas atitudes de medo tem contribuído para uma produção pequena ou resultados desastrosos. Da mesma forma, guardando as devidas cautelas, precisamos ter mais coragem para vencer cada uma das dificuldades que aparecem em nossos caminhos.

Sejamos corajosos e mais felizes!

Com abraços,
Luiz Arantes.


3 de setembro de 2009 |



O valor de um anel

Geral 2 comentários »

AnelCerto dia após a aula, um jovem aluno se aproximou do seu professor e disse-lhe:

— Professor, estou me sentindo um zero à esquerda, um ninguém; e como me sinto assim tão pequeno, com a auto estima tão baixa, não tenho forças para fazer nada. Dizem que não sirvo para nada, que sou desajeitado, lerdo e muito idiota. Como posso melhorar professor? O que poderei fazer para que as pessoas me valorizem mais?
O professor sem mesmo olhá-lo, respondeu:
— Sinto muito meu jovem, mas agora preciso resolver primeiro o meu próprio problema; talvez depois eu possa ajudá-lo. E fazendo uma pausa, continuou:
— Se você me ajudar, eu poderei resolver o meu problema mais rapidamente e depois poderemos conversar para tentar resolver o seu; o que acha?
— Mas é claro professor, gaguejou o jovem, mas se sentiu mais uma vez desvalorizado.
O velho mestre retirou então de um dos dedos um anel que usava, deu-o ao garoto e disse:
— Monte no seu cavalo e vá até o mercado; quero que venda esse anel porque tenho que pagar uma dívida. É necessário que você obtenha o máximo de valor que puder, mas não aceite em hipótese nenhuma, menos que uma moeda de ouro. Vá e volte o mais rápido possível e com a moeda de ouro.
O jovem pegou o anel, montou em seu cavalo e partiu. Mal chegou ao mercado, começou a oferecer o anel aos mercadores. Eles até olhavam com certo interesse, mas quando o jovem dizia o quanto pretendia pelo anel, alguns riam, outros saiam sem ao menos lhe dirigir a palavra e outros o insultavam. Apenas um velhinho foi amável com ele e lhe explicou que uma moeda de ouro era muito valiosa para comprar o anel.
Tentando ajudar o garoto, ofereceram-lhe uma moeda de prata e uma xícara de cobre; mas como seguia as ordens do mestre, ele recusou a oferta. Após oferecer o anel a quase todos que passavam pelo mercado, abatido e com o velho sentimento de fracasso, montou e voltou ao mestre. No caminho, desejou ardentemente ter uma moeda de ouro para que ele mesmo comprasse o anel, livrando seu professor das preocupações e também para receber logo a ajuda desejada e resolver seus problemas.
Entrou na sala do professor e disse:
— Mestre, sinto muito, mas é impossível conseguir o que me pediu pela jóia, talvez pudessemos conseguir duas ou três moedas de prata, mas não creio que seja justo enganar as pessoas quanto ao valor do anel, cobrando uma moeda de ouro.
— O que você me disse é muito importante meu jovem, disse o professor sorrindo. Primeiramente precisamos saber o valor do anel; monte seu cavalo e volte ao mercado, mas dessa vez vá ao joalheiro, quem melhor que ele para saber o valor exato do anel? Diga-lhe que quer vender o anel e pergunte quanto é que ele pagaria. Mas, não importa o quanto ele lhe ofereça, não o venda, volte aqui com o meu anel.
O jovem foi então até o joalheiro, que após examinar a jóia com uma lupa e pesá-la, disse:
— Diga a seu professor que se ele quiser vender o anel agora, não posso oferecer mais do que 58 moedas de ouro
— 58 moedas de ouro?! Exclamou o jovem assustado.
— Sim, respondeu o joalheiro, eu sei que com o tempo poderia oferecer até 70 moedas de ouro, mas se a venda for urgente…
O jovem correu como louco em busca do velho professor para lhe contar o que havia acontecido.
— Sente-se, disse o professor, e conte-me tudo.
O jovem contou tudo detalhadamente, ainda assustado com o ocorrido. O professor então lhe disse:
— Você é como esse anel, uma verdadeira jóia, valiosa e única. Só poderá ser avaliado por um especialista. Eu imaginava que a qualquer dia você pudesse sozinho, descobrir o seu verdadeiro valor, mas precisei dar uma ajudazinha… E assim dizendo, colocou o anel novamente em seu dedo.
Amigos,
Somos como esta jóia da história: valiosos e únicos. Muitas vezes, ficamos procurando nos mercados da vida, pessoas despreparadas para nos avaliarem. Nós é que temos que saber o próprio valor. Devemos nos valorizar, realizando a cada dia, nosso trabalho de uma forma melhor, mais eficiente.
Todos somos pessoas muito importantes e valiosas, o grande problema é que a maioria de nós, não sabe disso.
Saibamos reconhecer nossos reais valores, independente das opiniões contrárias, e façamos de tudo para melhorar cada vez mais o nosso brilho, através de atitudes coerentes.
Sejamos jóias cada vez mais valiosas e felizes!
Com abraços: Luiz Arantes

1 de setembro de 2009 |



As ratoeiras da vida…

Geral 21 comentários »

ratoeiraEm uma fazenda, havia um pequeno rato que olhava pelo buraco da parede e viu quando o fazendeiro abria um pacote de compras. Pensou imediatamente em que tipo de comida poderia haver ali; mas, aterrorizado descobriu que era, na verdade, uma ratoeira novinha.

Saiu correndo e gritando para alertar a todos do perigo iminente. Ao chegar ao galinheiro bradou:
— Há uma ratoeira na casa, acabaram de comprar, uma enorme ratoeira!
A galinha calmamente respondeu-lhe:
— Desculpe-me Senhor Rato, eu entendo que isso seja um grande problema para o senhor, mas não me prejudica em nada, não me incomoda.
O rato saiu em disparada em direção ao porco, que descansava na pocilga e lhe disse:
— Há uma enorme ratoeira na casa, uma ratoeira!
Então, calmamente o porco respondeu:
— Queira desculpar-me Senhor Rato, mas não há nada que eu possa fazer, a não ser rezar.
Fique tranquilo que o senhor será lembrado em minhas preces.
O rato se dirigiu então ao estábulo onde estava a vaca e lhe suplicou:
— Socorro, há uma ratoeira na casa, uma grande ratoeira!
A vaca lhe respondeu:
— O que foi Senhor Rato? Uma ratoeira? Por acaso eu estou em perigo? Acho que não!
Então o rato voltou para seu canto, cabisbaixo e abatido, para encarar a ratoeira do fazendeiro…
Naquela noite ouviu-se um barulho, como o de uma ratoeira pegando sua vítima…
A mulher do fazendeiro se levantou e saiu correndo para ver o que havia pegado na ratoeira. No escuro, ela não viu que a ratoeira havia pego a cauda de uma cobra venenosa. A cobra picou a mulher…
O fazendeiro a levou imediatamente ao hospital da cidade, mas ela voltou com muita febre. Para fortalecê-la e amenizar a febre, nada melhor que uma canja de galinha. Então o fazendeiro, com uma grande faca nas mãos, foi ao galinheiro em busca do ingrediente principal da canja, a galinha.
Como a mulher continuasse enferma, os amigos e vizinhos vieram visitá-la. Então para alimentar as pessoas, o fazendeiro matou o porco.
A mulher não melhorou e acabou falecendo. Muita gente veio para o funeral. Assim o fazendeiro sacrificou a vaca para poder alimentar todo aquele povo.
Meus amigos,
Na próxima vez em que ouvirmos alguém dizendo que está diante de um problema e imaginarmos que isso não nos diz respeito, lembremo-nos de que sempre que houver uma ratoeira, todos correremos risco.
As dificuldades e os problemas de cada membro de uma equipe são de todos que a compoem. Ao convivermos em equipe, deveremos cuidar uns dos outros, só assim teremos uma equipe de alta performance.
A solidariedade se comprova em momentos de dificuldades por pessoas que fazem parte de nossas equipes. Mais do que nunca, com a globalização, os problemas surgidos do outro lado do planeta acabam nos afetando, imginemos se eles surgirem em nossas empresas, em nossos grupos, em nossas equipes, em nossos times.
Outro pensamento que me ocorreu, é de que quando formos pedir ajuda aos outros, será de suma importância enumerarmos os benefícios e os malefícios que todos poderemos ter com tal fato, asssim nosso poder de convencimento poderá aumentar e muito.
Cuidemos uns dos outros em nossas caminhadas, independente das ratoeiras que possam surgir, assim, poderemos ser muito mais felizes.
Com abraços e votos de incontáveis sucessos nesta fazenda global em que vivemos.
Luiz Arantes.

20 de agosto de 2009 |



A importância de se afiar os machados

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machadoConta-se que no Canadá, há algumas décadas, um dos eventos mais concorridos era o campeonato anual de cortadores de lenha. Era um acontecimento muito aguardado por todos os lenhadores do pais. Seria vencedor aquele competidor que durante um dia inteiro de trabalho, conseguisse cortar e amontoar a maior quantidade de madeira; havia uma medida padrão para as madeiras cortadas. Na data previamente anunciada, reuniam-se os melhores lenhadores para a disputa.

Num desses eventos, lá estavam perfilados lado a lado os mais famosos profissionais da área, com seus machados em punho e uma imensa floresta de pinheiros pela frente, aguardando-os. Entre eles havia um veterano chamado Bill, imbatível nos últimos anos, e a seu lado um jovem fortíssimo chamado Thoby. O sonho de Thoby era desbancar o Bill e se tornar famoso em todo o pais; desta forma, preferiu se colocar ao seu lado para vigiar todos os seus movimentos.
Ao sinal dos juízes, começaram a disputa. Após as primeiras horas de trabalho, já ficara claro o favoritismo de Bill e Thoby, um pela larga experiência e o outro pelo vigor físico. Os seus montes de lenha já cortados e devidamente amontoados, eram muito maiores que os demais concorrentes.
Tal fato entusiasmou ainda mais o jovem Thoby, além de ter apenas um concorrente, a cada vez que olhava seu oponente, via o velho Bill sentado, aparentemente descansando. E como tal fato se repetisse durante muitos momentos da competição, a idéia da vitória já mexia com a cabeça do jovem, crente que seu momento havia chegado.
E assim, durante todo o dia, continuaram cortando suas árvores. Ao final, quando os juízes mediram os respectivos montes, veio a grande surpresa para o jovem Thoby: Bill ganhara mais uma vez. Incrédulo, visivelmente aborrecido, o rapaz passou a questionar o resultado, acreditando ter sido lesado pelos juízes. Durante a discussão ele comentou:
— Como pode ser justo tal resultado, se em vários momentos do dia eu vi o Bill sentado descansando, enquanto eu continuava trabalhando sem parar? Eu parei apenas para um pequeno lanche…
Diante dos argumentos do jovem, o veterano Bill, respondeu amigavelmente:
— Foi aí que você perdeu meu caro jovem; cada vez que você me viu sentado, eu estava afiando o meu machado, e não descansando simplesmente. E o seu machado, como é que está? Você o afiou alguma vez?
Desolado, o rapaz compreendeu a lição: de nada adiantaram seus esforços para superar seu concorrente, pois sua ferramenta estava inadequada!
Caros amigos,

O machado poderá ser cada uma das ferramentas que usamos em nossas atividades profissionais ou pessoais. A exemplo do veterano da história, é de suma importância que estejamos com nossas ferramentas muito bem preparadas, afiadas, prontas para os desafios.
Uma das formas para afiar machados na vida profissional, seria a busca por qualificação, em treinamentos, reuniões, leituras, pesquisas ou troca de experiências. Nunca nos esqueçamos de que uma das ferramentas mais importantes que possuimos e que também necessita ser afiada, é a nossa mente.
Uma empresa que souber associar a experiência dos mais velhos, com o vigor e vontade dos mais jovens, terá amplas alternativas de fazer sucesso.
É salutar que os profissionais veteranos, com mais experiências, possam passar aos mais jovens, o aprendizado adquirido ao longo de vários anos e de várias realizações, errando e acertando.
Um recado para os jovens é que jamais desprezem os conhecimentos dos mais velhos, mas ao contrário, possam associá-los aos novos conhecimentos e energia peculiares à juventude.
Uma outra reflexão, é sobre o planejamento como forma de se definir as ferramenteas apropriadas para cada projeto, para cada desafio. Abraham Lincoln, já dizia: “Se eu tivesse nove horas para cortar uma árvore, passaria seis horas afiando o meu machado”
Com votos de muitos sucessos e paz,

Luiz Arantes.


15 de agosto de 2009 |



Fábula dos talentos escondidos

Geral 64 comentários »

OlimpoCerto dia, preocupados com o que os homens fariam se descobrissem seus verdadeiros talentos, temendo inclusive uma concorrência, os deuses do Olimpo discutiam sobre o que fazer com os talentos dos homens. Após várias idéias, optaram para escondê-los em um local em que fosse impossível aos homens encontrá-los.

Um deus sugeriu que fossem escondidos nas profundezas dos oceanos, pois assim ficariam seguros. Mas, outro deus discordou dizendo:
— Não creio que seja um bom local; os homesn construirão submarinos e descerão às profundezas dos mares e oceanos e encontrarão os talentos. Deveríamos escondê-los nas estrelas. Outro deus, porém, retrucou:
— Da mesma forma, os homens construirão foguetes e naves espaciais, realizarão viagens e acabarão por encontrar os talentos.
E assim, os deuses continuaram discutindo em busca de um lugar seguro e longe do alcance dos homens; sempre que um deles sugeria um bom lugar, percebiam que o mesmo não seria seguro o suficiente. Após várias sugestões descartadas, um deles disse:
— Já sei, escondamos os talentos dentro dos próprios homens, desta forma, eles jamais os encontrarão!…
O entusiasmo foi geral, a idéia era de fato excelente: os homens jamais iriam olhar dentro de si mesmos à procura de conhecimento, desenvolvimento e progresso.
E assim, o fizeram: esconderam dentro de nós, nossos próprios talentos, para que jamais os encontrássemos, evitando assim problemas futuros para os deuses.
Meus amigos,
Diante de tantas pessoas infelizes que encontro por todo canto, fica a pergunta: será que eles, os deuses, não teriam escondido também a alegria em um cantinho dentro de nós? Caso contrário, como justificar tanta gente infeliz, derrotada, desanimada e triste?
Muitas pessoas descobriram que chamam a atenção dos demais quando estão tristes, e assim fizeram desse estado de espírito, uma constante em suas vidas. O que não descobriram ainda, é que quando somos felizes, também chamamos a atenção.
Apesar de ser uma fábula, e bastante singela, cabe aqui uma boa reflexão sobre o quão pouco conhecemos de nós mesmos, e principalmente, que a condição de crescer de progredir, de melhorar, está dentro de nós e em nenhum outro lugar.
Descubramos nossos verdadeiros talentos e sejamos a cada dia, mais felizes.
Com abraços,
Luiz Arantes.

7 de agosto de 2009 |



O pacote de biscoitos

Geral 74 comentários »

BiscoitosUma jovem estava à espera de seu voo num aeroporto. Como teria que esperar por muito tempo a conexão, comprou um bom livro para ocupar seu tempo de forma produtiva e também um pacote de biscoitos para degustar durante a leitura e a espera.
Dirigiu-se á sala de embarque e lá se acomodou da melhor maneira possível em uma poltrona, onde pretendia descansar e ler em paz. Logo sentou-se a seu lado um homem que também começou a ler uma revista.
Quando ela pegou o seu primeiro biscoito, percebeu que o homem também pegou um. Ela se sentiu indignada, mas nada falou ao homem, apenas pensou:
— Mas que cara mais folgado! Como é que pode? E continuou sua leitura apesar de desconcentrada e indignada.
A cada biscoito que ela pegava no pacote, o “folgado” também pegava um. Ela começou a ficar tão irritada que não conseguia ler e estava a ponto de falar umas boas para o homem a seu lado. Após algum tempo, ela olhou para o pacote e viu que só havia um biscoito; então ela ficou imaginando o que é que o “cara-de-pau” faria. Então aconteceu o inesperado: o homem pegou o biscoito, dividiu-o ao meio e deixou a outra metade para ela no pacote. O sangue da jovem lhe subia à cabeça, ficou ruborizada e nervosíssima; aquilo era demais…
Sua vontade era provocar uma cena, falar algumas verdades para o “folgado” e ajudá-lo a se colocar em seu devido lugar. Mas preferiu pegar sua bagagem de mão, seu livro e demonstrando extrema fúria, se dirigiu ao portão de embarque pisando com tamanha força no chão que chamou a atenção de várias pessoas.
Quando finalmente se sentou em sua poltrona no avião e já mais calma, abriu sua bolsa para guardar o ticket de bagagem, e, para sua surpresa, lá estava intacto o seu pacote de biscoitos! Sentiu tamanha vergonha que queria se afundar na poltrona e se esconder de todos. Ela havia se esquecido que guardara o pacote de biscoitos na bolsa e durante todo o tempo, aquele homem que ela considerara um “folgado” havia dividido o pacote dele com ela sem se sentir nervoso, indiganado ou irritado… E o pior de tudo é que não havia mais tempo para pedir desculpas ao homem. E durante toda a viagem, a vergonha e o arrependimento a acompanharam.

Meus caros amigos,

Antes de tirar nossas conclusões, observemos melhor cada situação, colocando-nos no lugar das outras pessoas ao nosso lado. Nem sempre nossa verdade está acima da verdade das outras pessoas, e nem sempre aquilo que pensamos é a verdade.

Tal princípio se aplica nas empresas, em nossas famílias, em nossos grupos de amigos e na sociedade em geral. Ao agirmos de forma mais equilibrada, seremos pessoas mais saudáveis, amigáveis e felizes.
Com abraços do Luiz Arantes

1 de agosto de 2009 |



Decisões difíceis…

Geral 27 comentários »

torneiraUm homem havia se perdido num deserto; cansado e deseperado caminhava sem rumo e estava prestes a morrer de sede. De repente, para sua alegria, encontrou uma cabana abandonada. A velha cabana estava vazia, mas havia alguma sombra onde ele poderia se acomodar e recuperar um pouco de suas escassas energias.

Passados alguns minutos, percebeu que num canto da cabana havia uma velha bomba d’água, toda enferrujada e aparentando inutilidade.
Com um resto de esperança e extremo esforço, o viajante se aproximou da velha bomba e começou a bombeá-la com todas as suas forças, mas nada aconteceu. Então ele viu que ao lado da bomba, quase enterrada pela areia, havia uma velha garrafa cheia d’água, com um bilhete que dizia:
“Você precisa primeiro preparar a bomba colocando nela toda a água desta garrafa, aí sim obterá sua água. Por favor, antes de partir, encha novamente a garrafa para outro viajante”.
Ele se viu diante de um dilema, uma decisão muito difícil de se tomar. Desejava a água mais do que qualquer outra coisa para amenizar sua sede e continuar vivo, mas o bilhete lhe pedia para despejar toda a água na velha bomba, se a quisesse de volta e em abundância. Deveria desprezar a mensagem e seguir seu instinto de sobrevivência? O que fazer? E se a bomba não funcionasse?
Relutante, despejou toda a água da garrafa na velha bomba e começou a bombear. De repente, após um barulho seco de metal, um filete de água apareceu, depois um pequeno fluxo e finalmente jorrou água em abundância, pura e cristalina. Ele bebeu toda a água de que precisava, descansou bastante e encheu a garrafa novamente para o próximo viajante que dela pudesse precisar.
Antes de partir, escreveu algumas palavras a mais no velho bilhete:
“Acredite, funciona mesmo! Você precisa doar toda água encontrada antes de obtê-la de volta e em abundância”
Queridos amigos,

Em nossas viagens pelos caminhos desta vida, sejam desérticos ou não, precisaremos assumir alguns riscos e também confiar, acreditar naqueles que nos antecederam e em nossa intuição.
Muitas pessoas deixaram para nós, muitos conhecimentos, muitos ensinamentos que também lhes foram confiados um dia, saibamos usá-los com sabedoria em cada uma das nossas paradas e acima de tudo, tenhamos a atitude de deixar para gerações vindouras, algumas experiências que possam lhes ajudar. Nada é de graça; aquilo que recebermos, se multiplicará se o distribuirmos.
Em muitos momentos, também deveremos tomar atitudes que talvez signifiquem viver ou desaparecer, mas usando nossa boa intuição, poderemos tomá-las de forma correta; e isso acontece em diversos momentos de nossas atividades profissionais. Será necessário sabedoria, buscar a experiência dos mais velhos, planejar, analisar as alternativas e agir.
Em nossas vidas, quanto mais doarmos, mais receberemos de volta. Esta é uma lei imutável do universo. Sejamos muito felizes compartilhando nossos conhecimentos e experiências, adquiridos pela bondade daqueles que trilharam os caminhos por onde hoje estamos viajando.

Com abraços,
Luiz Arantes


23 de julho de 2009 |



Porcos de elite

Geral 43 comentários »

PorcosHavia um sitiante que tinha uma criação de porcos, os quais eram comercializados numa cidade próxima. Tudo transcorria de forma tranquila, até o dia em que apareceu por lá um fiscal sanitário.

Após bater palmas na porteira e ser recebido pelo proprietário, visitou as instalações observando tudo; à saída perguntou ao sitiante o tipo de comida com que ele alimentava seus animais. Ao que o criador inocente respondeu:

— Faço como todo mundo: dou a eles restos de comida, frutas que caem dos pés…
Indignado o fiscal respondeu:

— Mas que absurdo, o senhor alimentar seus animais com restos de comidas e depois lá na cidade nós é que iremos consumí-los. Vou aplicar-lhe uma multa para que o senhor pense nas pessoas que irão se alimentar com os animais que o senhor cria!

Desconsolado, o sitiante recebeu a multa sem entender muito bem o que havia acontecido.
Um mês depois lá estava o mesmo fiscal fazendo nova visita ao pobre homem. E a conversa logo teve início:

— O senhor se lembra de mim?
— Ôh… se me lembro… Respondeu o homem.
— O que é que o senhor está dando agora para os seus porcos?

Tendo aprendido a lição, o homem respondeu todo solene:
— Depois de sua orientação, estou dando a eles caviar, salmão, lagosta, camarão…
Demonstrando extrema indignação, o fiscal o interrompeu:
— O senhor é mesmo inconsequente! Imagine: com tanta gente passando fome pelo mundo afora e aqui está o senhor dando estas iguarias para os porcos? Vou lhe aplicar outra multa para que se lembre dos pobres coitados que não tem o que comer…

Desta vez o pobre coitado além de aborrecido ficou sem saber o que fazer.
Passados trinta dias, lá estava o fiscal novamente. Foi amável no cumprimento:

— Bom dia! O senhor se lembra de mim?
— Como poderia esquecer? Respondeu o outro.
— E agora, o que é que o senhor está usando para alimentar a porcada?

Com toda tranquilidade possível e demonstrando sabedoria sertaneja, o sitiante respondeu:
— Olha aqui meu senhor, agora eu dou R$ 20,00 para cada um deles e eles tem a liberdade de comer aonde quiserem!…

Meus amigos,

Existem situações que de fato são difíceis de se resolver, principalmente nos ambientes profissionais. Quantas vezes um cliente, apesar de tudo que fazemos por ele, não se satisfaz. Nesse momento, será importantíssimo usarmos a criatividade, até para uma saída honrosa. Em nossos relacionamentos afetivos e sociais, também podem acontecer situações semelhantes.

As melhores formas de exercitar nossas criatividades e poder aplicá-las será: estudar muito, ler bastante (de preferência um bom livro a cada mês ou dois meses), fazer incontáveis palavras cruzadas, brincar com jogos pedagógicos, pesquisar assuntos diferentes na internet, conversar com pessoas das mais variadas atividades e principalmente com as crianças (Elas são um imenso cabedal de criatividade – e nós já fomos crianças!)

Seja muito criativo em suas atividades profissionais e seja bem feliz!

Com abraços e votos de sucessos,

Luiz Arantes


17 de julho de 2009 |



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