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Siri num balde de camarões

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siriHavia um empresário apaixonado por pescarias, mas sem experiência em pesca no mar. Tendo programado sua estréia como pescador de águas salgadas, descobriu que entre as várias novidades, uma delas seria a isca; o tipo ideal para a pescaria escolhida seria o camarão vivo.

Desta forma, encomendou uma boa quantidade do crustáceo a um pescador profissional para sua aventura de final de semana. A expectativa era imensa.

No domingo, devidamente equipado, apanhou os camarões e os colocou em um balde apropriado e se dirigiu ao pesqueiro indicado, que ficava uns cinquenta minutos de barco. Mas ao chegar ao seu destino constatou que os camarões estavam mortos. De imediato atribuiu o fato à má qualidade das iscas que o pescador havia lhe vendido. Ficou aborrecido e decidiu reclamar na próxima compra que fizesse.

E assim o fez. Mas, após sua reclamação viu surpreso o velho pescador apanhar um siri vivo e o colocar no balde entre os camarões vivos e afirmar categórico:
— Doutor, agora não vai morrer nenhum!

De fato, durante toda a pescaria, os camarões mantiveram-se vivos e, mais do que isto, verificou que a atividade dentro do balde era intensa e contínua, pois o siri não dava descanso aos camarões, perseguindo-os e tentando agarrá-los o tempo todo…

O que faltava aos camarões era um movimento contínuo, algo que os mantivesse alertas e em exercício constante e assim sobrevivessem.

Meus amigos,

esta é uma analogia que faço entre o siri e aqueles que dirigem alguma equipe de vendas, sejam gerentes, supervisores ou diretores. Na maioria das empresas comerciais, observamos que normalmente o problema é o mesmo: falta de planejamento e organização, conceitos errôneos de liderança e principalmente a falta de acompanhamento e controle.

Nós, brasileiros, temos muita dificuldade em acompanhar e cobrar resultados. Muitos de nós até planejamos, delegamos, estruturamos, mas, não acompanhamos os resultados, e as equipes de vendas precisam desta cobrança, a exemplo dos camarões, para que sobrevivam, para que fiquem sempre alertas e produtivos.

Este é um aspecto a ser mudado em nossa cultura para que sejamos bons profissionais na condução de nossas equipes. Que me perdoem os vendedores, mas é de suma importância que sejam acompanhados em suas atividades e nos resultados.

Siri em balde de camarão, é excelente para todos os envolvidos em uma bela pescaria!

Com abraços e votos de sucessos a todos os camarões e siris, que fazem das vendas momentos de alegria e realização.

Luiz Arantes.

Obs. Aproveito um comentário de um grande amigo, o Marcelo, em seu blog, o www.binoculoverde.blogspot.com, de que nosso querido Palmeiras talvez esteja precisando muito mais de um siri (técnico) entre os camarões (atletas), do que algumas estrelas que estão procurando, para concordar com ele e reafirmar que esta história do siri, serve em qualquer atividade em que haja um líder e uma equipe a conduzir.

10 de julho de 2009 |



O sacristão analfabeto

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SinoEm uma pequena cidade do interior, havia um padre que após vários serviços prestados à comunidade, faleceu deixando lá seu inseparável companheiro de longas datas: o velho sacristão.

Um padre jovem e com muitas idéias novas na cabeça foi designado para aquela paróquia; tão logo assumiu o novo cargo, já deu uma nova incumbência ao velho sacristão:
— Quero um relatório em duas vias, com a descrição de todas as suas atividades, com as frequências e tempo de duração das mesmas.
Ao que o sacristão respondeu:
— Sabe de uma coisa “sô” padre, num sei “lê” nem “escrevê” e muito menos “fazê” este tal de “rela-oratório”
— Então sinto muito meu filho, mas você não se encaixa em meus planos para esta paróquia. Vou procurar outra pessoa para o seu lugar e que preencha os requisistos; preciso de alguém com outro nível.
Sendo obrigado a mudar seus planos profissionais, o velho que era pessoa muito querida, reuniu todas as suas economias e montou um comércio. Com o passar do tempo, tornou-se o mais próspero dos comerciantes locais e também muito rico.
Certo dia ao fazer uma aplicação financeira, o gerente do banco que era novo na cidade, ao perceber que estava diante de um analfabeto, comentou amigavelmente:
— Pôxa, o senhor não sabe ler e nem escrever e é rico assim; imagine se o soubesse! Onde não estaria?
Calmamente o ex-sacristão respondeu-lhe:
— É… eu estaria lá na igrejinha como sacristão até hoje!
Meus amigos,
Nem sempre aqueles que nos empurram são nossos inimigos. às vezes muitos deles são verdadeiros instrumentos para nos acordar, ou nos forçar a tomar decisões importantes em nossas vidas. Muitos de nós passamos anos, décadas, em uma zona de conforto, acomodados, até que um dia um fato novo nos balança e nos obriga a mudar os caminhos.
Não estou aqui fazendo nenhuma apologia ao analfabetismo e muito menos à acomodação. A minha bandeira é de que necessitamos de constantes mudanças, transformações internas e externas. Quantas pessoas passam uma vida, como o velho sacrsitão, sem fazer um curso novo, sem ler um livro, sem evoluir…
Porém, em todas as atividades do mundo, não basta apenas a teoria; temos que praticar, buscar conhecimentos, mas também aplicá-los. Analfabetos hoje, são aqueles que não querem mudanças. Mais do que nunca, precisamos exercitar nossa atitude de querer fazer, de querer mudar.
Segundo Alvim Tofler, os analfabetos dos anos 2000, não serão aqueles que não souberem ler e escrever, mas os que não conseguirem aprender, desaprender e reaprender. Este deverá ser o nosso ciclo evolutivo.
Se por alguma razão, alguém parou de estudar, jamais se entregue ao desespero ou ao desânimo: nunca será tarde para recomeçar. Temos inúmeros exemplos de pessoas na terceira idade voltando aos bancos escolares, que nunca se sentiram velhas; querem continuar vivendo independente da idade.
Sejamos sempre felizes com aquilo que somos, mas principalmente com o que buscarmos para nosso crescimento e transformação.
Com abraços,
Luiz Arantes.

3 de julho de 2009 |



Sorte? Que sorte?

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LivrosNossa história desta semana foi encaminhada pelo meu amigo e companheiro Ronaldo Bigs, a quem tenho respeito e consideração, tanto na vida profissional quanto pessoal. Tive o privilégio de conviver com ele por um longo período de nossas atividades profissionais.

Conta ele que a história se deu com um ilustre professor e diretor de uma das escolas estaduais mais renomadas de Uberlândia. Vamos chamá-lo de professor W.
Nosso protagonista, sentindo um estranho formigamento no corpo e já preocupado com a distância que o separava de seus 18 anos, resolveu procurar um médico para uma consulta e os respectivos exames. Ao chegar ao hospital, foi recebido por um jovem médico que entre sorrisos o cumprimentou perguntado:
— O que houve com o senhor, meu caro professor W? Fui seu aluno e sinto-me lisonjeado em lhe ser útil. O senhor se lembra de mim?
Aos poucos e com algumas informações, o professor se lembrou do seu discípulo e assim puderam reviver os bons tempos de escola em que juntos conviveram. Muitas lembranças vieram à baila. Foi um reencontro muito feliz e agradável. Após a consulta e os exames, o jovem médico tranquilizou o professor e lhe forneceu seu telefone pessoal para o caso de qualquer emergência. Se despediram, cada qual se sentindo mais realizado.
Já na rua, o professor não conseguia esconder o contentamento com a notícia de que estava tudo bem com sua saúde e pelo encontro com o seu ex-aluno que já era um profissional de sucesso. Caminhava tranquilamente quando um rapaz chamou sua atenção com alguns gritos:
— Professor W! Professor W! Há quanto tempo! Sou o Fulano, dei muito trabalho pro senhor na escola. E aí “fessor” tudo beleza? “Discola aí uns dois real preu comprá um marmitex!”
Olhando atentamente nos olhos do rapaz, o professor assustado, reconheceu outro de seus ex-alunos… Exatamente da mesma sala do médico que acabara de atendê-lo…

Amigos,
Nossa reflexão de hoje pode ser sobre a sorte. Muitas pessoas ao lerem esta história real, comentarão: Que médico de sorte! Será que de fato a sorte existe? Ou será que ao longo dos tempos nós nos acostumamos a chamar de sorte algumas atitudes de algumas pessoas?
Será que aqueles que normalmente chamamos de sortudos, ficaram estáticos à espera do sucesso? Ou será que foram ao seu encontro com todas as ferramentas disponíveis? Dizem que sorte é você estar preparado, no lugar certo e na hora certa. Será isto característica de sorte? A exemplo de nossa história, quantas pessoas da mesma família, com a mesma educação, com as mesmas oportunidades e com resultados totalmente diferentes!
Quantos profissionais que entram juntos para a mesma empresa, recebem as mesmas atenções, os mesmos treinamentos, as mesmas ferramentas de trabalho, a mesma retaguarda, e uns tem sucessos e outros, só desculpas?
Certa vez, um repórter perguntou a um artista que estava no auge de sua fama, como é que ele se sentia tendo tido sucesso da noite para o dia. O artista educadamente respondeu:
— Sinto-me muito bem; mas saiba que eu demorei 20 anos para fazer sucesso da noite para o dia!
Amigos, sem trabalho, sem dedicação, sem esforço, sem qualificação, não há ninguém que consiga sucesso na vida. Há uma frase muito conhecida, perdoem-me por repetí-la, mas ela resume muito bem o nosso pensamento: “O único lugar em que o sucesso vem antes do trabalho, é no dicionário”.
Acreditemos em Deus, acreditemos em nós, em nossas capacidades, em nossa possibilidades, tenhamos sempre a atitude agir e assim seremos mais felizes.
Com abraços,

Luiz Arantes


26 de junho de 2009 |



O velho, o menino e o burro

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burro0Um velho sitiante que passava por dificuldades financeiras, resolveu vender o único bem diponível, que era um burro de cargas. Decidiu levá-lo ao mercado da cidade e vendê-lo ou até mesmo trocar por alguns alimentos.

Chamou seu filho, um guri de 10 anos, e lá se foram estrada a fora. O velho puxava o burrico pelas rédeas e o menino ia montado. Andaram algum tempo e se encontraram com um grupo de pessoas à beira do caminho que lhes disseram:

— Que maldade… O menino montado enquanto seu velho pai vai puxando o animal e a pé… É uma falta de respeito aos mais velhos. Que desaforo…

burro1Encabulado, o velho pediu ao filho que desmontasse e trocasse de lugar com ele. Afinal, não queria desagradar as pessoas. Assim o grupo se colocou novamente em marcha: o menino a pé tocando o burro e o velho montado confortavelmente. Andaram mais um pouco e encontraram outro grupo de pessoas que praguejaram contra o velho:

— Mas que velho sem coração! Desça já dai seu marmanjão! Onde já se viu deixar uma pobre criança andando a pé enquanto o velhote lerdo vai montado! Que exemplo…

Muito confuso, o velho pediu ao filho que parasse e ele desceu; e lá se foram os dois puxando o burrinho. Na próxima curva da estrada, encontraram com mais algumas pessoas que rindo comentavam entre eles, fazendo piadas:

— Qual deles será o burro? Vejam só: os dois caminhando e o burro sem cargas!

Diante de tais argumentos, os viajantes decidiram montar os dois no burrinho e assim prosseguiram. Desta vez foi pior; encontraram um grupo de pessoas que enfurecidas gritavam com eles:

burro2— Seus animais! Querem matar o pobre burrinho? Absurdo! Dois marmanjos montados no pobrezinho…

Totalmente desorientados e para espanto e deboche de todos, o velho e o menino chegaram à cidade carregando o burrinho…

Amigos,

Quantas vezes, na esperança de agradar a todos à nossa volta, acabamos por levar uma vida sem sentido, sofrendo e deixando de usufruir as maravilhas da própria existência. Se dermos ouvidos a todas as pessoas, sequer conseguiremos viver.

Quantos de nós passamos a vida inteira carregando o burro, na tentativa de agradar às pessoas. O presidente americano John F. Kennedy, em um de seus célebres discursos afirmou: “O segredo do sucesso eu não sei ensinar; mas o do fracasso é querer agradar a todos”
Em muitos casos, não satisfeitos em carregar o nosso burro, ainda queremos carregar o burrinho dos outros, ou seja: o fardo alheio. Ajudar pessoas é uma coisa; fazer por elas é errado. Nosso corpo foi projetado para carregar apenas nossas cargas.

Sejamos seletivos aos conselhos das pessoas e assim seremos mais felizes.


18 de junho de 2009 |



O vendedor atrapalhado

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laranjaQuando eu tinha dez anos, morávamos em uma grande casa e que também tinha um enorme quintal, palco de tantas artes e travessuras.

Nosso espaço era tão bom que tínhamos em casa um belo pomar: laranjas, mangas, goiabas de várias qualidades, jabuticabas, figos e uvas.

Certo dia, atendendo a uma ordem veemente de minha mãe, colhi algumas laranjas, enchi uma cesta de vime e saí de casa com a recomendação claríssima de “Só-volte-aqui-quando-tiver-vendido-tudo!”

Com argumentos assim tão convincentes, saí para meu primeiro desafio e também primeira experiência em vendas. Na verdade eu estava até empolgado com a idéia. Estacionei minha cesta na calçada de uma máquina de beneficiar arroz, que eram muito comuns naquela época em minha cidade, e comecei a gritar a plenos pulmões:

— “Olha a larannnnnja! Docinha, docinha! Aproveitem”.

Um grupo de “chapas” descarregava um caminhão com enormes sacos de arroz, eram maiores do que eu. Imaginei que eles gostariam de experimentar minhas laranjas. Ao ouvir meus berros, aproximou-se de mim um daqueles descarregadores, parecido com um gigante e perguntou-me com um vozeirão:

—”Mininu, essa laranja é João Nunes?”

Na verdade ele se referia a um tipo de laranja muito doce e comum em nossa região, de origem africana, conhecida como “Jununa” e que algumas pessoas chamavam de “João Nunes”. Como eu não conhecia nada de meu produto, nem imaginava que laranja tivesse nome e principalmente porque estava com medo de ser confundido com algum ladrãozinho que tivesse apanhado as laranjas no quintal de um certo João Nunes, respondi com toda classe possível:

—”Não meu senhor, esta laranja não é João Nunes, é Elmo Arantes” (Este é o nome de meu pai, e naquele momento, nada me pareceu mais justo do que batizar as laranjas com o nome dele).

Apesar de terem comprado quase todas as laranjas, fui motivo de piadas por aquela gente durante muito tempo. Após o incidente, acabei ficando amigo daquele gigante e também aprendi uma grande lição. Até os dias de hoje, diante de uma situação inesperada, geralmente me pergunto: Que laranja é esta? O que é que posso aprender com ela? O que me falta aprender sobre ela?

Meus amigos,

Em vendas, temos sempre que conhecer nossos produtos, suas características, suas vantagens e seus benefícios. Um dos maiores erros dos profissionais de vendas, é justamente este que eu cometi em minha infância: apenas peguei minha cesta e pensei que já poderia sair vendendo.

Para mim, “laranja era laranja e mais nada”.

Este episódio ajudou-me muito naquela época, mas além dos conceitos de vendas, também aprendi que na vida, mais importante do que não cair, é levantar após uma queda. E que queda eu tive! Hoje, se eu fosse vender laranjas, tenho certeza de duas coisas: a primeira é que sei muito mais sobre laranjas e a segunda é que eu gastaria um tempo bem maior para aprender muito mais sobre elas, antes de me aventurar a vendê-las.

Se quisermos realizar ótimas vendas, procuremos saber muito mais sobre nossos produtos, idéias e serviços. Assim seremos mais felizes vendendo!

Com abraços e votos de sucessos do Luiz Arantes.


12 de junho de 2009 |



Equipes de alta performance

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pássarosJá vimos muitas abordagens sobre os gansos selvagens e sobre o que poderemos aprender com eles, caso queiramos participar de equipes de alta performance; mas como tais ensinamentos são primorosos, creio que valha à pena relembrá-los.

Em um mundo a cada dia mais globalizado e competitivo, onde sempre buscamos modelos a seguir, que tal analisarmos as lições que estes gansos podem nos ensinar? Vejamos alguns fatos e ensinamentos:

Fato 01: Quando os gansos estão voando em formação de “V”, batem suas asas criando uma sustentação para as aves posteriores, desta forma, o bando inteiro obtém um desempenho 70% superior do que se voassem sozinhos.

Ensinamento 01: Sempre que nos propusermos realizar um trabalho em equipe, teremos mais sustentação do grupo, nos inspirando confiança uns nos outros e tornando a nossa tarefa mais eficaz e agradável. Assim será mais fácil seguirmos em frente, aproveitando a boa energia que emana da cada um dos companheiros. Quando compartilhamos a mesma direção e trabalhamos pensando uns nos outros como numa equipe de alto desempenho, teremos êxito e maiores chances de alcançar nossas metas.

Fato 02: Sempre que um ganso ou gansa sai de formação para tentar voar sozinho ou sozinha, abandonando os companheiros, sente a resistência do ar e volta rapidamente para seu lugar na formação, usufruindo da sustentação da ave à sua frente e produzindo o mesmo para ave que vem logo atrás de si.

Ensinamento 02: Sempre precisaremos trabalhar em equipes, em quaisque que sejam nossas atividades ou circunstâncias. Ao tentarmos trabalhar sozinhos, desprezando as facilidades do grupo, sentiremos maiores dificuldades. O mais corente, nestes casos, será voltarmos ao grupo para ajudar e sermos ajudados, tendo a humildade de assumir nossos erros.

Fato 03: Quando o(a) ganso(a) líder se cansa, passa para trás e imediatamente outro(a) assume seu lugar na ponta, onde se consome mais energia, pois não há vácuo.

Ensinamento 03: na vida, é de suma importância um revezamento nas lideranças e nas tarefas mais pesadas. Dependemos uns dos outros e com a ajuda mútua, faremos uma grande diferença. Lembremo-nos de que os bons resultados de um grupo, retratam a eficácia de seu líder.

Fato 04: Quando em formação, os gansos que estão atrás grasnam para encorajar os da frente, aumentando a velocidade e mantendo o rítmo da viagem.

Ensinamento 04: Precisamos nos assegurar de que nossos grasnidos sejam de encorajamento aos que vão à nossa frente, muitas vezes abrindo caminhos por onde não haja caminhos. Hoje, pelas atitudes de muitas pessoas, parece-nos ser muito mais fácil desencorajar os que lutam à frente, do que lhes dar força e sustentação. Oxalá, nossos grasnidos ajudem a melhorar o desempenho de nossos grupos.

Fato 05: Se um ganso ou gansa ficam doentes ou se ferem, dois outros companheiros os seguem dando-lhes ajuda e proteção. Ficando aos seus lados o tempo que for necessário às suas recuperações ou mortes. Só após procuram outro bando e alí ficam até encontrarem o bando original.

Ensinamento 05: Temos que ser companheiros em todos os momentos de nossas viagens. Nos momentos mais difíceis é que necessitamos de amparo, estímulo e proteção dos membros de nossos grupos. Zelar dos nossos familiares e companheiros, que após algum tempo sentem-se cansados ou fraços em função dos percalços das estradas, é uma das mais sublimes e nobres atitudes. E se alguém precisar caminhar conosco durante algum tempo em busca de seu grupo original, sejamos solidários acolhendo-o e fazendo dele novo membro de nosso time.

Caros amigos,

Apesar de selvagens, os gansos nos ensinam muitas coisas; quem dera pudessemos ser um pouquinho mais selvagens como eles! São muitas lições que se forem por nós assimiladas, muito ajudarão em nossas vidas, com nossos bandos maravilhosos, nesta viagem fantástica em direção ao sucesso e à felicidade.

Sempre que olhando para o alto virmos um bando de gansos selvagens em formação de “V”, lembremo-nos destas lições e sintamo-nos lisonjeados em também fazermos parte de um grupo.

Sejamos muito felizes em nossas constantes rotas migratórias!…

Com abraços,
Luiz Arantes.


5 de junho de 2009 |



A casa de número 101

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CasaUm construtor após vários anos na profissão, decidiu que havia chegado o momento de parar. Já estava aposentado e em suas contas já havia construído exatamente 100 casas. Queria se dedicar mais à sua família, em especial aos netinhos.

Sabia da redução de ganhos que teria com a decisão, mas ele queria mesmo ter uma vida mais calma com os familiares após 40 anos de dedicação à mesma empresa, ao mesmo patrão.

Ele era o melhor dos construtores entre seus pares e suas casas eram impecáveis; assim, ao receber a notícia da saída do velho construtor, o patrão ficou preocupado com a perda de tão valioso colaborador. Tentou mudá-lo de opinião de várias formas, apelou para a grande amizade que os unia, os bons momentos que haviam passado juntos, mas os argumentos foram em vão.

Após uma longa conversa, o patrão aceitou a demissão do companheiro, mas impôs uma condição: ele deveria construir mais uma casa, a de número 101 em sua bela carreira.

O velho construtor concordou com o pedido do patrão, mas no fundo estava contrariado, pois já havia assumido alguns compromissos para a nova vida: pescaria com os netinhos, viagem com a esposa e muitos outros projetos que borbulhavam em sua mente.

Seu coração já não estava no trabalho e ele não se empenhou na última casa, como sempre o fizera. Em cada detalhe da casa, havia um visível descaso. Era uma forma lamentável de se encerrar uma carreira tão brilhante.

Terminada a obra, o patrão foi pessoalmente vistoriá-la; ao final, entregou as chaves ao velho construtor e lhe disse:
— Esta casa é sua. É meu presente para você em retribuição pelos bons trabalhos prestados à nossa empresa ao longo de tantos anos.
— !?
Que susto! Que surpresa! Que vergonha! Se soubesse que estava construindo sua própria casa, teria feito tudo diferente. Teria caprichado mais, teria usado materiais de melhor qualidade, teria exigido mais capricho de sua equipe. Agora, moraria em uma casa feita sem amor, sem capricho.

Amigos,

Em muitos momentos acontecem conosco situações semelhantes: nossas mentes e corações estão longe do nosso trabalho e de nós mesmos. Quantas vezes gostaríamos de voltar ao passado e fazer alguma coisa de novo!

Na verdade se quisermos manter a fama de bons profissionais, de colaboradores imprescindíveis, de bons pais, de bons filhos, de bons esposos, de bons companheiros, de bons líderes, precisaremos ter dedicação total em cada um de nossos projetos.

Somos nós que construímos nossas próprias casas, nossos caminhos, nossos sucessos, nossas vidas. Não depende de ninguém além de nós mesmos. Não importa se nossa casa em construção é a primeira ou uma das últimas, o importante será caprichar sempre. Deveremos ter um capricho constante em cada obra, pois nunca saberemos de fato, qual será nossa última casa.

Que cada uma de nossas atividades seja um belo cartão de visitas. Cada um de nossos exemplos, um caminho para o sucesso. Tenhamos a atitude de bem usar nossos conhecimentos e habilidades.

Sejamos assim, os construtores de nossa propria felicidade e que a cada dia, nossas casas sejam as mais belas construções!

Com abraços,
Luiz Arantes


29 de maio de 2009 |



Vende-se

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SítioConta-se que o nosso grande poeta Olavo Bilac passeava pelas ruas de sua cidade, quando se encontrou com um comerciante que era seu velho amigo. Após os cumprimentos, o amigo lhe fez um pedido:

— Sr. Bilac, quero vender o meu sítio que o senhor conhece tão bem; não tenho tempo de ir até lá, estou na verdade desgostoso com ele; poderia fazer a gentileza de redigir um anúncio para que eu possa publicá-lo no jornal?

Prestativo, o poeta tomou um pedaço de papel e ali mesmo na rua, redigiu o seguinte anúncio para o amigo:

Vende-se encantadora propriedade
em local paradisíaco,
onde a alvorada é anunciada pelo gorjear
das cotovias em seus lindos arvoredos.
Um riacho de águas cristalinas
corta seus verdejantes prados,
refletindo o azul do céu e a candura das nuvens.
A moradia, banhada de ouro
pelos primeiros raios do sol,
propicia agradabilíssima sombra ao entardecer,
inebriando de paz, os que buscam descanso
em sua imensa e aconchegante varanda.

Procure Fulano de Tal e confira esta preciosidade.

Meses depois ao se reencontrarem, Bilac perguntou ao amigo se havia vendido a propriedade, ao que o outro rspondeu:
—Imagine…nem pensei mais no assunto! Ao ler o anúncio que o senhor escreveu, é que percebi o tesouro que possuia. Nem sonho em vender meu lindo sítio!



Lâmpada

Amigos,

muitos de nós, somos como o comerciante da história: não conseguimos visualizar as maravilhas que possuímos. Quantos de nossos talentos permanecem adormecidos até que alguém nos acorde para os mesmos. É muito comum que outras pessoas, por exemplo, elogiem nossos filhos enumerando suas qualidades enquanto nós ficamos perplexos com tal descoberta.

Em nossas vidas profissionais também acontecem estes fatos e com incontável número de pessoas; esquecemos quem somos, esquecemos de nossas virtudes e de nossas capacidades, até sermos desafiados e tomarmos a atitude de agir.

O grande risco em nossas vidas, é não encontrarmos algum poeta que nos tire dos olhos a cortina que encobre nossas qualidades. Nem sempre poderemos contar com a ajuda de alguém, será necessário que nós mesmos descubramos nossos tesouros escondidos.

Analisemos com muita seriedade os nossos talentos, e por menor que sejam, ou mesmo que aparentem pouca importância, vamos valorizá-los. Nós somos aquilo que pensamos. Pensemos em nós como pessoas exitosas, como profissionais vencedores e pessoas de sucessos, que tal acontecerá.

Permitam-me lembrar Chico Xavier que dizia: “Embora ninguém possa voltar atrás e fazer um novo começo, qualquer um pode começar agora e fazer um novo fim”. Não importa o que passou, mas sim, o que poderemos fazer para frente.

Seja muito feliz descobrindo seus talentos e seus tesouros interiores!
Com abraços,
Luiz arantes

22 de maio de 2009 |



Dois mundos e uma janela

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JanelaDois homens achavam-se muito doentes e ocupavam a mesma enfermaria de um hospital. O quarto deles era bem pequeno, mas havia uma janela que dava para o mundo exterior. Um dos homens tinha como parte de seu tratamento, permissão para sentar-se na cama durante uma hora à tarde (algo a ver com drenagem de fluído dos pulmões). E sua cama ficava sob a janela.

O outro, contudo, tinha que passar o tempo todo deitado e longe da janela. Todas as tardes, o homem cuja cama estava próxima da janela, ficava sentado e passava o tempo descrevendo para o companheiro de quarto, o que via lá fora.
A janela, aparentemente, dava para um parque onde havia um belo lago. Enquanto os patos e cisnes nadavam, algumas crianças atiravam-lhes migalhas de pão e outras brincavam com seus barquinhos. Jovens enamorados caminhavam de mãos dadas por entre as árvores e canteiros de flores; nos gramados, adultos e crianças brincavam com bolas e petecas; ao fundo, por trás de uma fileira de árvores, avistava-se o contorno dos prédios da cidade.
O homem deitado ouvia atentamente, apreciando cada minuto e cada detalhe. Ouviu como uma criança quase caiu no lago e sobre como as gorotas estavam bonitas em seus vestidos com as cores de verão. As descrições do companheiro eram tão primorosas que ele, eventualmente, chegava a ver o que acontecia lá fora…
Então, numa certa tarde, ocorreu-lhe um pensamento: Por que é que o companheiro tinha sua cama próxima à janela e assim, o privilégio de ver tudo o que acontecia e ele não?! Deveriam possuir direitos iguais. A princípio ficou envergonhado por seus pensamentos, mas quanto mais tentava evitá-los, mais eles povoavam sua cabeça, querendo mudanças a qualquer custo. Faria o que fosse necessário para atingir seu objetivo, era só esperar…
Numa noite enquanto pensava numa forma de realizar seu intento, o seu companheiro acordou tossindo desesperadamente e sufocado; tentava em vão alcançar o batão de emergência para chamar a enfermeira, que viria correndo; ele poderia ajudar, mas só ficou observando e imóvel… mesmo quando o som da respiração do companheiro cessou completamente.
De manhã, a enfermeira encontrou o homem morto e, sem dizer uma única palavra, levou seu corpo embora. Logo que lhe pareceu apropriado, o homem perguntou se poderia ocupar a cama perto da janela. Então, o colocaram lá e o protegeram com cobertas de forma que se sentisse bastante confortável. Assim que sairam os enfermeiros, apoiando-se nos cotovelos, com extrema dificuldade e sentindo muitas dores, ele conseguiu olhar pela janela, e
… viu apenas um grande muro!
Meus amigos, aqueles que se dedicam à nobre arte de vender, e todos nós somos vendedores, em muitas situações são como aquele homem da janela, traduzindo para as pessoas, principalmente para os clientes, as belezas, as alegrias e os encantos da vida: Um mundo que nem sempre existe, mas que pode ser conquistado, se bem vivido.
A todos nós, a mensagem é manter sempre o otimismo, a criatividade, a alegria, mesmo em situações adversas; jamais querendo ocupar o lugar dos outros de formas obscuras, mas sim conquistando espaços por méritos e de forma honrada.
Outro pensamento, é que se há alguém que de alguma forma esteja fazendo você feliz, agradeça, ajude, compartilhe, retribua; e assim, evoluirão juntos.
Seja muito feliz!

14 de maio de 2009 |



A grande inundação

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InundaçãoEm decorrência de fortes chuvas em uma região, as águas de um rio começaram a se elevar rapidamente, anunciando uma grande inundação e obrigando os moradores ribeirinhos a ficarem em estado de alerta. Como as chuvas continuassem “caindo” intensamente e o nível do rio a “subir” assustadoramente, os moradores não tiveram outra alternativa que não fosse a de deixarem tudo para trás, para salvarem suas vidas.

Todos abandonaram suas casas, menos um homem que se dizia muito religioso e possuidor de enorme fé em Deus. Ele ficou para trás apesar dos insistentes pedidos dos amigos e familiares para seguí-los. A todos ele respondia:
— Não se preocupem comigo, Deus virá me salvar!
As águas continuaram a subir e quando já estavam à altura de sua cintura, apareceu um vizinho em uma pequena canoa para resgatá-lo, mas o teimoso respondeu:
— Preocupa não “cumpade”, Deus virá me salvar!
Ele já se encontrava encima de uma mesa com as águas pela altura do peito, quando apareceu um barco do Corpo de Bombeiros oferecendo ajuda e alertando-o do perigo iminente de novas chuvas e do consequente aumento do nível das águas. Apesar da insistência dos bombeiros, o homem não quis arredar o pé, alegando que Deus o salvaria.
O homem já estava sobre o telhado da casa, se equilibrando e com as águas pelo pescoço, quando apareceu um helicóptero da Polícia Florestal, atirando-lhe uma corda para salvá-lo. E ele gritou:
— Podem ir embora, eu já disse que Deus virá me salvar!
As águas continuaram subindo e o homem foi arrastado pelas fortes correntezas, morrendo afogado. Ao chegar ao céu, estava visivelmente aborrecido e foi logo solicitando uma conversa com Deus, onde queria desabafar. Assim que O encontrou, foi dizendo:
— Senhor, eu aprendi que a quem tivesse fé em Vós, não negaríeis socorro e auxílio. Eu tive fé, pedi e não me ajudastes! Além de morrer, estou sendo motivo de piadinhas lá na Terra…
— E Deus carinhosamente lhe respondeu:
— Engano seu meu filho; eu ouvi suas preces e mandei uma canoa, um barco e um helicóptero para ajudá-lo, mas você não quis…
Meus amigos, longe de mim querer brincar com Deus; meu intuito através desta história pitoresca, é mostrar que em muitas ocasiões Deus quer nos ajudar e nós através de posturas inflexíveis, não entendemos Seus recados, Seus mensageiros e Seus instrumentos.
Às vezes, as ajudas nos chegam através de amigos, através do sorriso de uma criança, através do olhar de um faminto, pelas críticas dos companheiros, pelas observações dos familiares, pelas reclamações de nossos clientes, pelas corrigendas de nossos gerentes, enfim, através de palavras e gestos de todos quantos se encontram ao nosso lado ou que encontramos em nossa caminhada.
Normalmente, as respostas às nossas indagações e pedidos nos chegam através pessoas, de um bom livro, de um filme, de reuniões, de uma prece, de uma mensagem de e-mail. Mas é de suma importância entendermos que Deus não faz por nós, Ele nos concede as condições para realizarmos o melhor de nós. Teremos sempre o livre arbítrio para realizar nossas escolhas; o que não podemos é culpar a Deus e aos outros por aquilo que fizemos ou que deixamos de fazer.
Deus, que é o Grande Arquiteto deste nosso universo maravilhoso, confiou a nós a reforma de nosso mundo interior e a construção e manutenção de nosso planeta. Será preciso ter sempre a coragem de acreditar e agir.
Seja feliz, e por favor preste atenção aos recados de Deus!

8 de maio de 2009 |



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