O rei e as pedras

Havia um reino muito distante, cujo monarca não tomava qualquer decisão sem consultar o seu adivinho particular, que também acumulava as funções de conselheiro e mentor.

Certo dia, durante uma das sessões rotineiras de consultas e adivinhações, o rei foi alertado de que sofreria uma queda, causada por uma pedra, fato que poderia lhe custar à vida.

Desesperado e sob a orientação do conselheiro, o rei ordenou que todas as pedras do reino fossem atiradas em um desfiladeiro, evitando assim, que se cumprisse a terrível previsão.

Todos os súditos foram convocados para a descomunal tarefa e num verdadeiro mutirão, conseguiram banir do reino quase todas as pedras, ficando para trás apenas alguns pequenos e insignificantes cascalhos.

Sentindo-se aliviado e imaginando estar livre da maldição, um dia o rei saiu a caminhar pelos arredores do palácio apreciando as belezas da natureza.

Tão extasiado estava, que nem percebeu um amontoado de pequenos seixos numa curva da estrada, bem próxima de um rio. Ao pisar nas pedras, elas rolaram sob seus pés, o rei perdeu o equilíbrio e caiu dentro do caudaloso rio. Como não soubesse nadar, morreu afogado. Para tristeza geral, a trágica previsão havia se consumado.

            Moral da história:

            O que nos faz cair em nossas caminhadas, não são as pedras grandes, ou seja, os grandes obstáculos, as grandes dificuldades e os grandes desafios, mas sim, pequenas e quase imperceptíveis pedrinhas.

Comparemos os pequenos seixos, aqueles que nos derrubam, com os pequenos desentendimentos, os pequenos aborrecimentos, as pequenas desavenças, os pequenos atritos, pequenas barreiras na comunicação, atitudes só um pouco egoístas, pessoas só um pouco orgulhosas, pequenas doses de personalismo e as pequenas e dissimuladas disputas pelo poder.

As pedras grandes, nós sempre damos um jeito de contorná-las ou retirá-las dos nossos caminhos; as pequenas, como são quase invisíveis e aparentemente inofensivas, são ignoradas e assim nos causam grandes aborrecimentos.

Eliminemos as pequenas pedras de nossas vidas, em especial em nossos relacionamentos interpessoais.

Assim agindo, estaremos contribuindo para sermos mais felizes.

 

Com abraços do Luiz Arantes

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